Inclusão - Uma Realidade que os números não mostram

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  O ser humano é um ser único com o seu conjunto biológico e seu contexto social. A diversidade humana é bastante rica e, ao mesmo tempo, pode ser complexa, principalmente, quando a característica da diferença que tratamos é uma deficiência. Por mais que evoluamos com tecnologias avançadas o olhar para uma pessoa "diferente” continua existindo. A diversidade humana com todo o seu diferencial é bem discutida no meio educacional nos dias atuais e, segundo Mantoan (2003) “ está sendo cada vez mais desvelada e destacada e é condição imprescindível para se entender como aprendemos e como compreendemos o mundo e a nós mesmos” . No entanto, a maioria das instituições brasileiras não está preparada para trabalhar com as diferenças de uma deficiência. Buscam apoio nas secretarias de educação que devido à falta de estrutura e de pessoal, na maioria das vezes, não conseguem suprir as necessidades de suas unidades escolares que lançam sobre os professores a responsabilidade de arcar com os al...

Mulher de Trinta






Converso bastante com minha agenda, um livro antigo com capa marrom e figuras românticas; e hoje amanheci com sua falação. Por mais que eu diga não, ela é muito insistente e faz de tudo para me convencer da cândida menina que fui um dia e que nunca mais serei. Hoje, ela foi muito detalhista ao contar-me os sonhos que eu tinha quando não sabia os sofrimentos que isso poderia causar devido às expectativas criadas pelo meu ego. Lembrou-me de que aos treze anos já acreditava que amava um rapaz mais velho do que eu. Não deixou passar o bullying que sofria na escola por usar uma saia enorme e ser "CDF", sendo até premiada pela instituição de ensino na época pelas notas excelentes durante os 4 anos ginasiais. É! Realmente eu era brilhante! Só não tinha consciência disso, eu acho! Entretanto, minha agenda não deixou de comentar minha solidão, apesar de ter tido uma colega que se dizia minha amiga (também excluída pelos colegas da escola por ser extremamente magra -acho que só isso nos aproximava, o fato de sermos excluídas). Minha agenda foi muito cruel comigo, porém ao analisar bem os fatos que expôs, eu pude responder às acusações de culpabilidade pelas expectativas à "querida" agenda.

Observei cada fase que vivi e cheguei a seguinte conclusão: da velha infância guardei algo ruim, o medo, da adolescência reservei a vergonha, da fase adulta/casada, retive o preconceito e na fase adulta/divorciada presencio o viver. Em cada fase uma mulher, uma guerreira, uma vivente ou sobrevivente. A agenda até tentou argumentar mostrando meus sentimentos de revolta e a quantidade de anos em minhas costas, mas não funcionou! Em cada etapa vivi o que deveria ter vivido, porém diferente do que acontece com os homens, nós mulheres somos como vinho, vamos envelhecendo e ficando melhores, mais gostosas e mais refinadas (a maioria). Juro que a agenda quase me pegou de jeito, mas fui mais esperta! Eu cheguei a pensar que em meus trinta anos seria uma jovem senhora a reclamar da vida, por não ter mais aquele belo corpinho de dezoito anos, mas... ledo engano! Hoje ultrapassei os trinta, os quarenta e assim como disse à minha agenda, digo aqui, estou muito mais gostosa, muito mais madura e mais consciente do que antes! Não é o corpo que faz a mulher, é a mulher que faz o corpo! A gente pega experiência e tudo fica mais saboroso, mais gostoso!


Hoje, aceito minha idade, meu jeito, meus defeitos e convivo
bem com isso, procuro evoluir todos os dias. 


Sei o que faço, como faço e quando devo fazer. A mulher não tem que se prender à idade, às rugas, tem gente que não conseguiu chegar a nossa idade, temos mais é que agradecer e esbanjar conhecimento, graça e leveza. 

Agora, gente, sabemos que a crise dos trinta é uma questão de autoconhecimento, de sabermos lidar melhor com o nosso universo interno, de aceitar as coisas como são, como foram e como podem vir a ser, sem a angústia e a frustração do ciclo anterior. Então, apesar de ser uma fase que exige muito de nós, não é necessário brigar com a família e as pessoas ao redor por causa de todas as mudanças que ainda não sabemos onde nos levarão. Ao invés de se desesperar, veja essa fase como uma oportunidade de crescimento e renovação pessoal. Entenderam? Eu passei por ela, estou muito bem. Sei que vocês também conseguirão, é uma questão de tempo.

Bom, voltando a minha agenda, para não ter mais aborrecimentos, entrei em um bom senso com ela, continuarei a escrever minhas intensas vivências se ela parar de me remeter à infância. Ela concordou, espero que cumpra. 








Comentários

  1. Olá Cleo, quando hoje voltar da Academia vou ler algumas de suas postagens.
    Assim viramos amigas de Blog, combinado?

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    Respostas
    1. Combinado. Fique à vontade, Liliane.
      Sei como é a vida de academia, como eu disse lá,
      eu ainda vou voltar...

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