Inclusão - Uma Realidade que os números não mostram

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  O ser humano é um ser único com o seu conjunto biológico e seu contexto social. A diversidade humana é bastante rica e, ao mesmo tempo, pode ser complexa, principalmente, quando a característica da diferença que tratamos é uma deficiência. Por mais que evoluamos com tecnologias avançadas o olhar para uma pessoa "diferente” continua existindo. A diversidade humana com todo o seu diferencial é bem discutida no meio educacional nos dias atuais e, segundo Mantoan (2003) “ está sendo cada vez mais desvelada e destacada e é condição imprescindível para se entender como aprendemos e como compreendemos o mundo e a nós mesmos” . No entanto, a maioria das instituições brasileiras não está preparada para trabalhar com as diferenças de uma deficiência. Buscam apoio nas secretarias de educação que devido à falta de estrutura e de pessoal, na maioria das vezes, não conseguem suprir as necessidades de suas unidades escolares que lançam sobre os professores a responsabilidade de arcar com os al...

Sim, eu já amei alguém.






Certa vez, perguntaram-me se já havia amado alguém, no ímpeto da pergunta, respondi que não, nunca tinha sentido tal emoção.

Naquele dia fiquei pensativa sobre aquela pergunta,aliás, sobre a minha resposta.
Percebi que, sem querer, havia mentido.
Lembrei-me, então, de um rapaz
-daquele rapaz- que deixava
minhas pernas trêmulas com sua presença,
meu corpo inerte e meu raciocínio confuso ao olhar-me com aqueles olhos verdes penetrantes...
Mas, minha presença não era para ele o que a dele era para mim!
Nós namoramos, sim namoramos por 3 longos meses.
Para mim era como se o céu estivesse descido, 
isso até eu perceber que 
ao meu lado era como se ele fosse um pássaro preso em uma gaiola,
feição triste e desmotivado,
como se não tivesse motivos para sorrir.
Percebi que só quem nutria sentimento era eu.
Lastimável realidade a minha: ele não os tinha!
Foi quando resolvi abrir a gaiola e deixá-lo ir,
com seu voo rasante de um gavião livre...
Partiu em direção ao que pensava ser a sua felicidade.
Deixou-me na saudade...
Adoeci.
No entanto, fiquei satisfeita por tê-lo feito feliz, libertando-o de mim...

Com o passar dos anos, constatei que isso é amor.
Ser capaz de abrir mão de alguém,
quando esse é o desejo dele e não o seu,
para vê-lo feliz, mesmo que doa como se estivessem arrancando seu coração
de dentro de seu peito, pois essa é a sensação, literalmente, que se tem.
Mas, passa só restando reminiscências que esporadicamente
virão à sua mente para lembrar que amor existe e que nem sempre 
ficamos com quem amamos.


Sim, eu já amei alguém.







Comentários

  1. Uma linda constatação!Amar sempre faz bem! bjs praianos,chica

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  2. Confesso que o texto me emocionou. Sim, eu também já amei muito. Se amo agora? Quem ama uma vez de forma profunda jamais o seu coração fica vazio.

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    1. Obrigada, Gil, sinto-me honrada pelo seu comentário sincero e por ter te tocado.

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  3. Olá Cleo, casei 02 vezes.
    Amei muito e muito.
    O melhor é ter sido feliz no amor.

    Temos 06 gatas todas adotadas quando encontradas nas ruas.
    E temos uma poodle que já está com 15 anos.

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    1. Apesar de você não voltar para ler, gosto de deixar uma resposta, pois há pessoas que vêm aqui para ler nossas conversas, então te digo que também casei duas vezes, porém não amei nenhum dos dois mas, os respeitei.
      Tenho 3 gatos e uma cachora pitbull acredita?
      Bjs.

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  4. Linda poesia, Cleo. É uma grande verdade, quase nunca fácil de colocar em prática. Somente pessoas iluminadas tem uma atitude assim e conseguem continuar sem olhar para trás. Novos horizontes sempre se apresentam.

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    1. Verdade, geralmente as pessoas são um tanto egoístas (não consigo pensar em uma palavra menos ofensiva) no sentimento não é mesmo? Pelo menos eu penso assim.

      Tudo de bom, meu querido!



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  5. Deixar quem amamos também pode ser um gesto de amor.
    Excelente texto, gostei imenso.
    Cleo, continuação de boa semana.
    Beijo.

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    1. Que delícia ter você mais uma vez aqui, meu querido Jaime.
      Está certo sim.

      Beijo.

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  6. Olá, Cleo!

    Gostei imenso do seu texto, que me pôs a refletir. De facto, amar é também dar liberdade a quem se ama, em todos os aspetos, e quem não nos ama como nós amamos, há k entender, embora isso nos doa. Outro amor virá, de um outro jeito, mas será um amor a dois.

    Beijos e dias felizes.

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    1. Ô flor, com certeza amar é dar liberdade a quem se ama, devemos entender quando não é recíproco.

      Outro chegará com o tempo, devemos acreditar nisso.

      Dias felizes para você também.

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    2. Oi, querida!

      Ah, que feliz eu fico! Já vejo aqui sua resposta e meu anterior "comentário" sumiu, se escafedeu -rs. Nós somos mesmo mulheres e olha eu nasci em setembro, portanto sou virginiana e no signo chinês, serpente. É demais, viu -rsrsrs?

      Beijos, mil e abraços.

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    3. Não escafedeu não...rs
      Achei que não era para colocar aqui visto que era uma observação. Serpente em dobro...
      Fui até seu blog, espero que tenha visto... beijinhos!!!

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  7. Creio que vivemos para aprender sobre o verdadeiro AMOR... Esse que flui sem esperar nada em troca! Que nos faz ir ao céu e as vezes ao inferno para provar as suas delícias e nos devolver a nós mesmos num amor próprio e fundamental!
    Lindíssimo Cléo! E que o amor a inspire e acolha sempre!

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