Inclusão - Uma Realidade que os números não mostram

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  O ser humano é um ser único com o seu conjunto biológico e seu contexto social. A diversidade humana é bastante rica e, ao mesmo tempo, pode ser complexa, principalmente, quando a característica da diferença que tratamos é uma deficiência. Por mais que evoluamos com tecnologias avançadas o olhar para uma pessoa "diferente” continua existindo. A diversidade humana com todo o seu diferencial é bem discutida no meio educacional nos dias atuais e, segundo Mantoan (2003) “ está sendo cada vez mais desvelada e destacada e é condição imprescindível para se entender como aprendemos e como compreendemos o mundo e a nós mesmos” . No entanto, a maioria das instituições brasileiras não está preparada para trabalhar com as diferenças de uma deficiência. Buscam apoio nas secretarias de educação que devido à falta de estrutura e de pessoal, na maioria das vezes, não conseguem suprir as necessidades de suas unidades escolares que lançam sobre os professores a responsabilidade de arcar com os al...

Rapidinhas



Era uma tarde chuvosa e sem nenhuma expectativa,  Lá estava Anne se arrumando para trabalhar. Após um longo banho, foi para seu quarto se aprontar.  Sentou-se na cama e dali seus pensamentos se soltaram para bem longe,  tão longe que esqueceu que tinha que ir para o trabalho.  Sua mente estava em alguém fora de sua realidade,  alguém que jamais poderia estar ali, ao seu lado naquela humilde casa.  Alguém que só aparecia para as famosas rapidinhas,  saidinhas como a de semana passada: Um toque no celular,  um "oi, estou com saudades...Podemos nos encontrar? " e pronto! Lá estava ela toda linda, cheirosa, maravilhosa! - como ele dizia. E Anne se deixava levar por aqueles encantos,  afinal, ele era muito Homem!!! E ela adorava ficar com ele,  pareciam feitos um para o outro, eles se encaixavam tão bem!  Ou será que era só ela que enxergava desse jeito? Talvez... A questão é que ele só a chamava quando queria diversificar, provar um prato diferente e nada mais.

Mas o fato é que depois ele sumia, ela, por sua vez, não o procurava com medo de ser invasiva, chata. Mas sempre encontrava  sua cama mais vazia, mais fria e mais solitária depois de cada encontro, Anne voltava à sua realidade,  à sua pacata realidade! 

De repente, olha para o relógio e se vê atrasada para o trabalho,  corre e vai pra mais um dia de sobrevivência.

Comentários

  1. Essa mulher precisa de autoestima.

    Beijos de Deliciosa Ilusão.

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  2. Um lindo conto! Tomara ela consiga ser feliz,ainda que sem ele! bjs praianos,chica

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  3. Essa questão das rapidinhas tem o outro lado.
    Não vou generalizar, mas tem muita mulher que gosta dessas rapidinhas.
    Hoje a um público considerável de mulheres que não se casaram ou que se casaram e depois dos 35, 40 anos estão solteiras de novo. Nem todas querem casar, mas geralmente elas são sexualmente ativas, seja com namorados ou ficantes.
    Essas mulheres geralmente não idealizam mais um "príncipe encantado". Querem apenas um pouco de companhia ou mesmo ter prazer no sexo, gozar...
    Tem mulher casada que não goza a anos.
    Então vejo nesses casos apenas uma relação de prazer mútuo. Porém algumas mulheres ainda se apaixonam por esses homens.

    Por mais que muitas mulheres não digam abertamente, se o homem for bom de cama e fizer a mulher gozar é meio caminho andado para manter essa mulher como parceira fixa.

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    Respostas
    1. Concordo com você em parte, existe sim esse público, essas mulheres maduras que buscam prazer e acabam encontrando um parceiro fixo, o que não é o caso de nossa protagonista, que só lá uma vez ou outra é procurada pelo ficante, isso pode até ser prejudicial à sua saúde, eu acredito dessa forma. No entanto, algumas mulheres, em nossa sociedade, escolhem ser ficantes sim, pois descobrem nessa vida uma maneira de ter prazer sem ter compromisso e acabam encontrando um homem bom de cama que escolhem ficar sempre com elas.

      Obrigada pela visita.

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