Estava pensando nesses dias
porque não consigo mais me envolver. Várias pessoas me perguntam porque gosto
de estar sozinha, uma mulher bonita, trabalhadora, independente e sozinha. Sim,
sozinha!

Há uns anos terminei meu noivado
com um professor universitário porque ele fazia algumas coisas que eu não
conseguia concordar. Você pode estar se perguntando se essas coisas, que não
convém expor aqui, para alguém que ama, não poderiam ser deixadas de lado? Eu
digo que não. Infelizmente, ele havia me prometido no início de nosso
relacionamento que não praticaria mais tais coisas e depois de cinco anos ele
voltou a fazê-las sendo que eu sou alérgica a algumas delas, e foi até por isso que
descobri, pois entrei num processo alérgico. Além de mentir, pois fazia escondido,
era insuportável a situação!
Confesso que mesmo hoje, depois de mais de dois
anos, às vezes, sinto sua ausência, talvez por estar sozinha.
Sabem, com isso comecei a ler
sobre o amor que pessoas sentem e não conseguem mais desenvolver por outras. Li
sobre quando os casais são separados pela morte, e logo em seguida o outro
parte pela saudade do coração partido. Às vezes, parece que é isso que acontece
comigo. Amei alguém que ainda vive, mas que não mais está comigo. No
entanto, meu coração está blindado. Percebi que amar mesmo, talvez, seja só uma vez. E que
se apaixonar com paixão podemos por muitas pessoas, mas agora, em meu caso, nem isso ☹
Acredito que por sobrevivência, acabamos descobrindo atalhos para nos contentarmos em estarmos bem sozinhos. Aprendemos as
coisas que nos tranquilizam, que nos deixam bem, que nos distraem e que nos dão
forças. Construímos um mundo confortável só nosso! Uma cela, quase
intransponível, para o coração.
Vez por outra, aparece
alguém batendo na porta querendo entrar, que até merece uma chance, mas entregar-nos é difícil! É estranho, mas chega a ser cansativo sair do conforto de não nos sentirmos vazios no coração ou aquele nó na
garganta – porque gostar de alguém chega a causar estes efeitos.
Lembrei-me do caso recente
daquele casal idoso que se reencontrou 70 anos depois de se apaixonarem, o ex-soldado
norte-americano Norwood Thomas, de 93 anos, e Joyce Morris, de 88, que se
conheceram em Londres durante a Segunda Guerra Mundial. Ela tinha 17 anos e ele 21. Ambos
se casaram com outras pessoas ficaram viúvos e, mesmo assim, mantiveram dentro de
si o amor um pelo outro.
Amor verdadeiro é um só para toda vida!! Ou não?
Beijinhos!!!
Não é não.
ResponderExcluirUm amor só se esquece quando é bem substituído.
Escolha alguém bem alegre, extrovertido e muito saudável.
Não se preocupe, pois pode ter a certeza que encontra, desligue-se, de vez, de quem lhe fazia mal.
Sessões de terapia com um bom médico faziam-lhe muito bem, leve muito a sério este conselho.
Desejo que tudo corra do melhor modo.
Abraço grande
~~~
Tenho hoje no A Vivenciar uma mensagem especial...
~~~~~~ .
Já tentei terapia, Majo. Mas, falhei. Ainda continua forte o sentimento. Não creio conseguir substitui-lo.
ExcluirNo entanto, obrigada pelo conselho.
Beijinhos.
Risque do seu vocabulário essa palavra 'falhei'...
ExcluirAinda não conseguiu, continue, persista.
Apareça no A Vivenciar... distrair-se com boa música e ótima informação faz-lhe muito bem.
Beijinhos
~~~~~
Uma historia linda, porem com a nostalgia da saudade (amor). Embora seja independente, existem sempre aqueles momentos ...
ResponderExcluir:))
Hoje-:-Queria sentir-te na minha realidade
Bjos
Votos de uma óptima noite.
Sim, Larissa. Uma nostalgia gostosa e dolorida ao mesmo tempo. Às vezes, ao ler suas poesias me reencontro perdida nesses momentos passados...
ExcluirBeijinhos
Concordo com a Majo Dutra! Pense nisso! Parabéns por partilhar connosco este pedacinho de si!
ResponderExcluir-
A Culpa foi do cigarro... Um dia com várias "caras"
Beijo. Boa noite!
Obrigada pela vinda, Cidália!
ExcluirBeijinhos.
Acredito nesse grande amor e tenho a felicidade de o viver há já mais de vinte anos.
ResponderExcluirBjs
Que lindo, Pedro! Que Deus continue abençoando vocês!!
ExcluirBeijinhos
Olha, eu acho que quando o desgosto é grande ou o processo de desgaste é lento, como no seu caso, práticas que a sua pessoa não conseguia tolerar e não havia um esforço do outro lado, as pessoas sentem-se bem sozinhas. Eu não tive uma primeira relação a terminar bem mas estou com outra pessoa que amo há bastantes anos, há quem se sinta bem com a solidão e , dado sermos animais de hábitos, acostumanos. Eu nunca, os anos que vivi sozinha, foram os piores e não vivo sem amor, quer dizer, eu vivo mas sou infeliz sem amar. Beijinho
ResponderExcluirPode ser, flor!
ExcluirBom que você está acompanhada e ama quem está ao se lado, não é mesmo?
Beijinhos
Certo mas sabe? Quando estava sozinha era muito mais independente a nível financeiro e foi quando exerci efectivamente o curso que tirei...
ExcluirEu entendo perfeitamente. A independência financeira, pra mim, é algo que conquistei e, sinceramente? Não consigo abrir mão.
ExcluirQuanto ao curso, será que não consegue voltar? Há situações que podem nos favorecer quando temos alguém ao nosso lado e queremos uma carreira.
Olá, Cléo!
ResponderExcluirEntendo, ou melhor, tenho de respeitar seus sentimentos por esse homem, que, afinal, cometia práticas, que sabia que te faziam mal. Então, onde estava o amor dele por você? Era assim tão importante pra ele essas práticas? Compreendo k não possa responder aqui, mas há limites para tudo.
Não penso como você. Amamos mais que uma vez e não há ninguém insubstituível em matéria de amor. Aparecerá alguém diferente desse professor universitário, com certeza, a menos que você não pretenda mesmo, que te amará e será por você amado.
Viver sozinha, por vezes, é consequência ou opção, mas cuidado k a solidão não é boa companheira, sobretudo qdo se atinge uma determinada idade.
Beijos e bfds.
Céu, respito sua opinião, mas tenho lido depoimentos de pesssoas que dizem ter amado só uma vez. Que dentro de si guardaram o outro e seguiram a vida se apaixonda, mas não amando. Talvez, eu até consiga me apaixonar, mas amar? Duvido.
ExcluirBeijinhos.
Oi, Cléo!
ExcluirSim, respeito tuas ideias e sei que há pessoas, que afirmam ter amado só uma vez e nem paixões tiveram por ninguém. São casos raros, mas existem, sim. Certo ou errado? Cada um sabe de si.
Mto trabalho na escola? Por aqui, também.
Novo post por lá. Obrigada, desde já!
Beijinho e bom final de semana.
Céu, minha flor, é muito relativo esse assunto, não é?
ExcluirQuanto à escola, estou assoberbada de avaliações, trabalhos e outras coisas mais a fazer... ufa! Graças a Deus... assim não penso tanto!
Bom fim de semana.
Quando há amor é preciso ter respeito isso faz a diferença, muitas vezes é melhor ficar sozinha do que alguém, obrigada pela visita bjs.
ResponderExcluirVerdade, Lucimar, tem que ter respeito.
ExcluirBeijinhos.
Dizem que não há amor como o primeiro. Nesse caso se houver um segundo amor. Se o primeiro não deu certo. Nem um nem o outro teriam sido amor. Talvez uma paixão passageira?
ResponderExcluirTenha um bom dia de Domingo cara amiga Cléo Gomes. Beijinhos
Sei que amo, Edu. Quero lembrar assim, tranquilo, gostoso, como que se estivesse aqui. Não me importo com o que ele sentia, sei o que eu sinto. Por isso, me afastei, sei que está bem.
ExcluirBeijinhos.
Um belo texto, gostei de o ler e aproveito para desejar e uma boa semana.
ResponderExcluirAndarilhar
Dedais de Francisco e Idalisa
O prazer dos livros
Obrigada, meu querido!
ExcluirTalvez tenha razão!
ResponderExcluirIsabel Sá
Brilhos da Moda
Talvez, Isa, é relativo!
Excluir;)
Às vezes, é mais simples ficar sozinho... Para preservar a identidade, mas não podemos generalizar. Há pessoas que sabem como respeitar o espaço do outro e há outros que são somente egoístas.
ResponderExcluirInteressante o texto...
Obrigada pela visita
Beijos e abraços
Marta
Este comentário foi removido pelo autor.
ExcluirSim, Matha, há pessoas que não sabem valorizar o outros e simplesmente ficam em seu mundo egocêntrico.
ExcluirBeijinhos.
confesso que o conceito de amor tranquilo me parece tão contrário ao que deve ser o amor. talvez seja da idade - o tempo avançando depressa demais e eu tentando agarrar-me ao passado -, talvez por achar que amor deve ser como um carrocel emocional, um bater forte que nos faz sentir vivos. Certeza tenho de que o amor perfeito é uma mistura dos dois, daquela cumplicidade serena feita de olhares e das coisas que temos como certas com a inquietação e aquelas sensações que nos fazem arrepiar a pele. Acho que não fomos feitos para estar sozinhos e que podemos apaixonarmos-nos com a mesma intensidade mais do que uma vez. Mas o importante é sentirmos-nos bem.
ResponderExcluirTalvez, seja relativo o conceito de amor para você, Miguel.
ExcluirNem sempre há reciprocidade no amor, portanto, não é perfeito!
Beijinhos.
Que texto interessante!
ResponderExcluirGostei muito de ler, e acho que por vezes é melhor estar só do que acampanhada.
Beijinhos
:)
Verdae, Piedade, melhor estar só.
Excluir;)
Não é fácil, entendo esse teu ponto de vista. E fica difícil dar conselhos.
ResponderExcluirFelicidade nesse teu caminho.
Beijinho
😉
Olhar D'Ouro - bLoG
Olhar D'Ouro - fAcEbOOk
Olhar D'Ouro – yOutUbE * Visitem & subscrevam
Compreendo, Rui.
ExcluirObrigada por vir. Beijinhos ;)
Ao longo do tempo apercebi-me que quem se habitua a estar sozinho durante muito tempo, tem depois, alguma dificuldade em deixar entrar outra pessoa na sua vida, talvez por receio de ser magoado.
ResponderExcluirNunca tinha pensado no amor por esse prisma, mas pensando bem, é capaz de ter razão.
Beijinhos
Maria
Fica difícil sim, Maria.
ExcluirA vida a dois é complicada depois que acostumamos a viver muito bem sozinhos.
Beijinhos. ;)